(Foto: o convento e a montanha)
Frei João Bernardes
Pela serra de Sintra, onde murmura
A água, sob a verde ramaria,
(Na solidão, ausência da criatura
Mas presença de Deus) ele vivia
E mais uma gazela. Companhia
Amorável e doce! Com ternura,
Compunha versos místicos, e os lia
Às flores, à gazela, à água pura.
E nos olhos da sua companheira,
O Santo via a aurora, a luz primeira
Que o mandava rezar ao Criador.
E nos olhos do Santo, ela avistava
A estrela vespertina que a mandava
À gruta recolher, em paz e amor.
Teixeira de Pascoaes, As Sombras, 1907.
Maravilhoso poema, maravilhosa fotografia do antíquissimo lugar das "Pedras Irmãs".
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