22 de julho de 2009

Antiga Mathilde reabre como casa de chá

Artigo sobre a Mathilde no nº 141 do Domingo Ilustrado, de 25 de Setembro de 1927.
(Fonte: Hemeroteca)
Ontem à noite, descendo da estação a caminho do Apeadeiro, onde me aguardava um saboroso repasto, umas inoportunas gotas de chuva fizeram-me procurar abrigo junto à antiga Mathilde, onde, durante muitos anos, existiu uma livraria e, ultimamente, funcionou uma agência de viagens. Qual não foi o meu espanto quando constatei que ali se encontra agora em funcionamento uma elegante e acolhedora casa de chá, que dá pelo nome de Saudade. Mirable dictu, pelas nove da noite, encontrava-se à pinha de clientes. Espantado, aturdido mesmo com tamanho frenesi nocturno num estabelecimento da sorumbática Estefânea, entrei para saciar a curiosidade. Todo o espaço foi impecavelmente recuperado e decorado e numa dependência das traseiras, usada como galeria, podemos ainda ver as pias de pedra onde se salgavam os queijos frescos empregues no fabrico das antigas queijadas da Mathilde, depois das da Sapa, as mais antigas de Sintra e, como recorda algures José Alfredo, as predilectas de D. Fernando II. Um achado! Este interessante vestígio seria o bastante para justificar uma visita ao local, se não acrescesse que a gerência, com quem troquei algumas impressões, é simpaticíssima e tudo naquele espaço patenteia um irrepreensível bom gosto. O espaço tem um blogue. A não perder!

O «carro para a vila» passando um pouco abaixo da Mathilde em 1901. Ilustração do número 39 da revista Brasil-Portugal.

(Fonte: Hemeroteca)

1 comentário:

  1. Gostava de conseguir ler o artigo que partilha do "Domingo Ilustrado".
    Muito agradável também este seu recanto e com imenso conteúdo desconhecido para mim e que é um prazer tomar conhecimento do mesmo! Obrigado pelas partilhas.

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