(Foto: sintra, acerca de)
Manhãs de infância
Ter-te nas mãos em concha ó Serra
de Sintra verde pomba mansa de heras
manhãs de infância hibernadas
pitospóro a exalar primaveras
paralelas obsessivas derramadas
no tempo escorregadia voz e violino rosto à janela
manto inconsútil nómada sobre castelo e bosques
morrinha orvalho lágrima chorada
pelo coração do mar.
Maria Almira Medina, Sem moldura, 1996.
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