7 de maio de 2010

Elogio sintrense do Barroco




Era sintrense uma das três Sorores do Barroco português, Madalena da Glória. Facto  pouco mais que ignorado por estas bandas, onde o fétiche do Romantismo e da anglomania quase fizeram de Byron o Adão dos poetas de Sintra...

«Soror Madalena da Glória, isto é, D. Madalena Eufémia da Glória, nasceu no Palácio de Sintra em 11 de Maio de 1672, filha de Henrique Carvalho de Sousa, comendador de S. Pedro de Aguiar e provedor das obras do Paço e de Helena de Távora. Com 16 anos, em 25 de Março de 1688, professou no Convento da Esperança, em Lisboa, , onde ainda vivia, segundo Inocêncio Francisco da Silva, em 1759. Publicou as suas obras sob o pseudónimo de Leonarda Gil da Gama.»

João Palma Ferreira, Novelistas e Contistas Portugueses dos Séculos XVII e XVIII.                

"Mote

Tenho amor, sem ter amores.
                        
Glosa

Filis, pois perguntais
Se tenho amores, direi, 
Que de vós me namorei 
Por ter um amor não mais:
Mas se ingrata duvidais 
Da minha fé os primores 
Apurai vossos rigores, 
Que o meu coração amante,
Vos responderá constante, 
Tenho amor, sem ter amores."

in Brados do Desengano, 1736 (sob o anagrama "Leonarda Gil da Gama,   natural da Serra de Sintra").


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