Era sintrense uma das três Sorores do Barroco português, Madalena da Glória. Facto pouco mais que ignorado por estas bandas, onde o fétiche do Romantismo e da anglomania quase fizeram de Byron o Adão dos poetas de Sintra...
«Soror Madalena da Glória, isto é, D. Madalena Eufémia da Glória, nasceu no Palácio de Sintra em 11 de Maio de 1672, filha de Henrique Carvalho de Sousa, comendador de S. Pedro de Aguiar e provedor das obras do Paço e de Helena de Távora. Com 16 anos, em 25 de Março de 1688, professou no Convento da Esperança, em Lisboa, , onde ainda vivia, segundo Inocêncio Francisco da Silva, em 1759. Publicou as suas obras sob o pseudónimo de Leonarda Gil da Gama.»
João Palma Ferreira, Novelistas e Contistas Portugueses dos Séculos XVII e XVIII.
"Mote
Tenho amor, sem ter amores.
Glosa
Filis,
pois perguntais
Se tenho amores, direi,
Que de vós me namorei
Por ter um
amor não mais:
Mas se ingrata duvidais
Da minha fé os primores
Apurai vossos
rigores,
Que o meu coração amante,
Vos responderá constante,
Tenho amor, sem
ter amores."
in Brados do Desengano, 1736 (sob o anagrama "Leonarda Gil da Gama, natural da Serra de Sintra").
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