26 de julho de 2010

Aquisições sintrenses na Feira do Livro de Cascais






Hoje à noite, uma ida à feira do livro de Cascais, agora na Baía, para completar a mala de férias. Sempre  se encontra muita coisa sobre Sintra nesta feira: da do ano passado, trouxe uma soberba edição fac-similada da Cintra Pinturesca, a de 1905 (muito superior à da Câmara de Sintra, que reproduz a primeira edição), anotada por António da Cunha e abundantemente ilustrada com fotos de João Moreira (espécie de bruxo, jornalista, funcionário do Paço, faz-tudo e ainda fotógrafo nas horas vagas, de Vila Verde), Luiz Oram (Lawrence) e até de Luigi Manini!














Este ano, além dum postal da Fonte dos Passarinhos, sem data, mas em todo o caso encantador, lá trouxe este Exilados Régios no Estoril, da Parceria (1955). Apesar do estilo afectado, vale pelas referências a Sintra, em especial à quinta dos Condes de Paris e à estadia de Humberto de Itália em Colares, antes da mudança para Cascais.
    
Mau mesmo, com este calor, foi o Santini fechar à segunda!    





Duas perguntas fáceis



Que casa é esta?
A que filme pertence a imagem?

25 de julho de 2010

Às entidades de Lisboa e Sintra (carta de Ferreira de Castro)




«Tendo escrito a maior parte da minha obra  em Sintra, onde tanto sonhei e trabalhei, eu desejaria ficar ali para sempre, entregue à protecção da sua poesia inesquecível e da sua beleza inefável. Desejaria ficar sepultado à beira duma dessas poéticas veredas  que dão acesso ao castelo dos mouros, sob as velhas árvores românticas que ali residem e tantas vezes contemplei com esta ideia no meu espírito. Ficar perto dos homens, meus irmãos, e mais próximo da lua e das estrelas, minhas amigas, tendo em frente a terra verde e o mar a perder de vista — o mar e a terra que tanto amei.» 

Lisboa, 25 de Fevereiro de 1970 (in In Memoriam de Ferreira de Castro, introdução e estruturação de Adelino Vieira Neves, Arquivo Bio-Bibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal, Cascais, 1976).





8 de julho de 2010

Anos 60 II



Os Diamantes Negros na Praia Grande em 1968 (foto aqui).

No último post, dei guarida aos forasteiros irmãos Lameirinhas, oriundos do Porto e radicados na Bélgica. Mas na Sintra dos anos sessenta não se escutava só o ronco dos bólides do Rallye das Camélias e da Rampa da Pena: diz quem se lembra que os Diamantes Negros, banda local, faziam furor com temas originais e grandes covers dos Beatles ou dos Stones. Na foto acima, o Diamante mais à direita é Luís Cardoso, pai do Francisco Pais (Chico), grande músico e grande amigo.  


 
O Chico em entrevista (Toronto, Janeiro de 2008)

6 de julho de 2010

Anos 60 à séria!



Foto: Partida da Rampa da Pena, junto ao Chalet Pinto Barata, em 1966 (encontrada aqui).

Nem toda a gente se deixou ficar a ver os carros (lindos..) passarem ou os golos (ainda melhores...) do Eusébio. Como estes dois tipos fantásticos, que não me passava pela cabeça que fossem portugueses!




Está bem, este post não tem nada a ver com Sintra, mas sempre tem a foto da Rampa da Pena.