25 de julho de 2010

Às entidades de Lisboa e Sintra (carta de Ferreira de Castro)




«Tendo escrito a maior parte da minha obra  em Sintra, onde tanto sonhei e trabalhei, eu desejaria ficar ali para sempre, entregue à protecção da sua poesia inesquecível e da sua beleza inefável. Desejaria ficar sepultado à beira duma dessas poéticas veredas  que dão acesso ao castelo dos mouros, sob as velhas árvores românticas que ali residem e tantas vezes contemplei com esta ideia no meu espírito. Ficar perto dos homens, meus irmãos, e mais próximo da lua e das estrelas, minhas amigas, tendo em frente a terra verde e o mar a perder de vista — o mar e a terra que tanto amei.» 

Lisboa, 25 de Fevereiro de 1970 (in In Memoriam de Ferreira de Castro, introdução e estruturação de Adelino Vieira Neves, Arquivo Bio-Bibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal, Cascais, 1976).





Sem comentários:

Enviar um comentário