O São Gregório visto de longe por António Passaporte em 1950 (Arquivo CML).
Este arremedo de castelo saloio, a pôr-se em bicos de pés para os Mouros e para a Pena, representa bem o republicanismo possível numa terra que, se hoje mesmo, sob tantas feições, é ainda arreigadamente monárquica — é ver a quantidade de carros com bandeirinha azul e branca que circulam entre o Ramalhão e a Vila — muito mais o seria nos idos da Primeira República, quando era ainda bem viva a memória glamorosa dos anos da corte.
Foi mandado erigir por Gregório Casimiro Ribeiro, activo republicano, primeiro administrador do concelho do pós-monarquia, fundador das Queijadas Gregório e do jornal O Regional.
No seu kitsch de pastiche ingénuo e um tanto ou quanto literal, não deixa de possuir certo encanto, sobretudo quando uma neblina benfazeja se passeia sobre o Monte Sereno (um nome lindo...)
Apoteose das queijadas, castelo saloio à beira-Pena plantado, goste-se ou não, o São Gregório merece bem ser encarado como um dos monumentos de Sintra.

Sem comentários:
Publicar um comentário