12 de junho de 2013

Sintra: 20 nomes para o séc. XX

Expresso está a divulgar uma lista de 100 nomes marcantes do séc. XX português. No Reino de Klingsor, encontrei esta lista dos 25 maiores sintrenses do séc. XX. Dei-me ao exercício de tentar fazer uma lista semelhante e concluí não ser nada fácil. Limitei-me então a vinte nomes, numa listagem altamente subjectiva e injusta e sem qualquer ordenação, que só a tornaria ainda mais discutível. Todas estas figuras nasceram ou viveram em Sintra, sazonal ou permanentemente, e deixaram aos vindouros um rasto assinalável da sua presença. Reconheço que alguns nomes são sobreviventes do séc. XIX, mas em Sintra, como a vejo, o legado oitocentista é ainda hoje incontornável. 


José Alfredo da Costa Azevedo, cronista e historiador.




















D. Amélia de Orleães, rainha de Portugal.
















Elise Hensler, Condessa d'Edla.




















Jane Lawrence Oram, matriarca do Hotel Lawrence.















Carlos de Oliveira Carvalho, administrador florestal do Parque da Pena.




















Norte Júnior, arquitecto.




















António Augusto Carvalho Monteiro, filantropo.




















Francisco Costa, escritor.




















Nunes Claro, poeta, médico.
















Raul Lino, arquitecto.
















António Medina Júnior, jornalista.




Alfredo Keil, pintor e compositor.



      















Olga de Cadaval, benemérita, protectora das artes.




  










Adães Bermudes, arquitecto.















António Rodrigues da Cunha, jornalista.




















Sir Frederick Lucas Cook, 2º visconde de Monserrate.



Oliva Guerra, poetisa.




Gregório de Almeida, médico.














Vianna da Motta, pianista e compositor.




Ferreira de Castro, escritor.




8 de junho de 2013

Not this year


Praia das Maçãs, 1977 
















Indecisão de Junho

"[...] Nos primeiros dias de Junho, na freguesia munificiente de Colares, tenho ouvido do pior que há: que não vai haver Verão; que as estações do ano acabaram; que agora só vai haver horas de sol e de calor, ocasionalmente, como excepções.
Sem ligar a estas maldições entro na água do mar da Praia das Maçãs e, em vez de me sentir redimido, sinto-me rejeitado. Está frio e o mar está bravo. O oceano Atlântico não quer saber de mim.
Mesmo assim, recordando os banhos de mar que tomei, lembro-me do peso e do prazer do oceano. Se calhar, somos nós que nos temos de habituar às mudanças dele, em vez de esperar sempre que ela seja como nós queremos.
Vejo os estrangeiros a tomar banho em dias que para nós são frios e encobertos. Tenho de aprender com eles. Tenho de me lembrar dos anos em que vivi na Inglaterra e teletransportar as minhas baixas expectativas para o aqui e agora português.
O pior é que, com as nortadas, muitas vezes está mais frio fora de água do que dentro dela. Tenho de fazer um Verão interno, fazendo exercício, tornando-me quente, para o mar se tornar refrescante.
Está bem, está. Not this year."

Miguel Esteves Cardoso, Público, 7/6/2013