Eu amo a
névoa.
Nasceram e desfizeram-se as distâncias...
Perderam-se contornos e arestas...
Transfigurou-se tudo,
Abstractamente...
E a minha alma descansa
Entre uma saudade calma
E um presente feliz...
Lá em baixo há manchas
douradas,
Ondas em fogo... cintilações... prata derretida...
(É mar ou céu?...)
- Deixa crescer este
silêncio...
Deixa-te embalar em sonhos imprecisos...
Cristovam Pavia
