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18 de agosto de 2010
3 de junho de 2010
Um regresso sempre reanunciado
Parece que a partir de dia 18, o eléctrico volta a circular, mas só às sextas, sábados e domingos. Já nesta reportagem de 1979 se anunciava o regresso do eléctrico, com a promessa da ligação entre a Praia das Maçãs e a estação de Sintra.
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19 de maio de 2010
11 de abril de 2010
As loucas corridas dos anos sessenta
No seguimento do último post, mais três registos de provas automobilísticas na Praia das Maçãs (Rallye das Camélias, 1962, Rallye de São Martinho, 1964).
!962: um Alfa na mesma curva que o Volvo de ontem. O percurso era feito nos dois sentidos. Ninguém se quis sentar na esplanada do Loureiro...
!964: um Porsche a descer.
1964: Este parece o mesmo um pouco mais à frente, mas não é.
O primeiro, agora a subir.
Primeira foto aqui.
Segunda e quarta fotos aqui.
Terceira foto aqui.
!962: um Alfa na mesma curva que o Volvo de ontem. O percurso era feito nos dois sentidos. Ninguém se quis sentar na esplanada do Loureiro...
!964: um Porsche a descer.
1964: Este parece o mesmo um pouco mais à frente, mas não é.
O primeiro, agora a subir.
Primeira foto aqui.
Segunda e quarta fotos aqui.
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10 de abril de 2010
A empregada e o Facel-Vega
Irresistível esta história contada por Daniel Sampaio acerca do primo José Bensaúde.
«Conhecido pelos seus dotes de conquistador em vários pontos do mundo, aparecia sempre na Praia das Maçãs a guiar o seu impressionante Facel-Vega, um carro francês de coleccionador que conduziu até aos noventa anos. Quando o médico não lhe renovou a licença de condução pela avançada idade e alguma perda de visão e ouvido, obrigou a contrafeita empregada doméstica a tirar a carta, motivo de mais piadas lá em nossa casa. Sorria e chamava-nos da "esquerda elitista, sempre a defender o proletariado mas a não dar oportunidades aos pobres." O tempo passou sem vermos o carro, até que o primo José apareceu triunfante nas Azenhas do Mar, com a empregada a conduzir o Facel-Vega: "Como podem ver, eu tinha razão: deu duzentas lições mas sabe guiar!"»
Daniel Sampaio, A Razão dos Avós.
Facel Facellia de 1959 aqui.
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7 de abril de 2010
Rock (e outros) in Rio das Maçãs
Dez temas que não vem agora ao caso explicar porque é que me lembram a Praia das Maçãs.
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7 de março de 2010
O capitão
Aqui há dias, estava a almoçar no Búzio quando reconheci uma pessoa sentada umas mesas adiante. E não é que, se não me tivesse contido imenso, teria pedido um autógrafo pela primeira vez na vida?
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19 de agosto de 2009
O último beijo
Agora que Agosto se despede, é tempo de o Beijo da Terra anunciar o seu fim, após alguns meses de discreta e apressada vida. Condenado à nascença a uma existência efémera, como certos amores fortuitos de Verão, pode ser que futuramente reincarne num projecto mais digno, sob outro nome e outras vestes. Até lá, como dizia certo romancista russo cujo nome agora não me recorda, o Beijo vai "andar por aí"... Até sempre!
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14 de agosto de 2009
E a Ericeira aqui tão perto
Pleno Agosto. Temperatura acima dos 30ºC em Lisboa. Três da tarde. Do muro das ribas mal se vê o areal quarenta metros abaixo. Em frente, ao fundo, assente no nevoeiro, a ponta da grua mais alta do pontão. A sereia da delegação marítima martela-nos intermitentemente os ouvidos. Lembra o que ainda se conta em Sintra sobre a "ronca" do Cabo da Roca, que se ouvia na Vila, do outro lado da serra, por noites de nevoeiro.
Não só pelo clima, Sintra e a Ericeira são terras irmãs, se bem que comparar a Ericeira ao Árctico, como fez Lobo Antunes com a Praia das Maçãs, seria talvez exagerado. A Ericeira dispensa a aspirina e só gasta metade do spray antiferrugem — a bomba da asma dos MG's e Triumphs da Praia das Maçãs.
No Público de quinta-feira, o MEC dizia que a vista do Sky Bar (Tivoli Lisboa) é tão bela que "permite servirem-nos acetona em vez de gin." Na Ericeira não é preciso desconfiar do gin. Cometeram-se erros, é verdade. Mas há o mar visto de cima, o ar iodado, a serra azulada a cortar o horizonte, o cabo a dizer adeus lá ao fundo... E há os jagozes, naturais da Ericeira ou adoptivos, que se desdobram em iniciativas para que a sua terra continue a merecer a preferência de quem a visita.
A Junta de Freguesia mantém um projecto de recolha de óleo alimentar e dinamiza uma rede de restaurantes com um menu de produtos locais — a preços perfeitamente acessíveis. Uma loja aluga segways para andar pela ciclovia e pelas várias artérias pedonais ou com trânsito condicionado. A livraria do Jogo da Bola, sempre aberta, é simultaneamente uma editora que publica títulos de história local. Os quiosques têm sempre jornais estrangeiros para quem não quiser aproveitar a zona wireless do parque de Santa Marta. E ainda agora, numa das muitas feiras de rua, catrapisquei numa banca de alfarrabista um Camilo que me faltava.
Vais perdoar-me, minha querida, minha muito adorada Praia das Maçãs, mas que bom seria se tivesses uma boa livraria (podia ser só no Verão, como o eléctrico) ou ao menos uma taça de morangos saloios para a sobremesa. E a Ericeira aí tão perto.
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Eléctrico retoma a circulação até ao final de Setembro
O eléctrico da Praia das Maçãs foi temporariamente reinaugurado, passando a funcionar às sextas, sábados e domingos, mas parece que só até ao final de Setembro. Na página do DN, esta foto absolutamente silly-season da comitiva convidada para a temporário-reinaugural viagem a arredar à unha um veículo estacionado junto à linha. Desta vez, não se tratou de mais uma das distracções que frequentemente obstruem os carris, pois a viagem não terá sido devidamente anunciada. O número sete ostenta agora um amarelo simpático, mas algo carris. Esperemos que a restante frota conserve o vermelho.
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10 de agosto de 2009
A correcção da Visão
Interrompo a pausa a que me obriguei, por motivo de férias, para dar conta da correcção que a Visão publicou no último número, relativamente aos lapsos da peça Férias com História (Visão 855), de que dei conta aqui e aqui. Registo igualmente, com muito agrado, o cordial e-mail que me foi enviado por Sara Belo Luís, co-autora da referida peça. Fica a correcção publicada pela revista.
CORRECÇÃO
«Ao contrário do que se disse na peça Em busca do tempo perdido (V855, Férias com História), não foi Camões, mas Vergílio Ferreira quem escreveu que «Sintra é o mais belo adeus da Europa quando enfim encontra o mar» (Sintra Património da Humanidade). O autor de Manhã Submersa inspirou-se, isso sim, em Camões para «louvar» aquela que os navegadores da época camoniana viam como «a última memória da terra.» Pelo lapso, as nossas desculpas. Por outro lado, o eléctrico de Sintra deixou recentemente de chegar à Praia das Maçãs, ficando-se pela Ribeira.»
Visão nº 857, p. 8.
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27 de julho de 2009
Eléctricos - a Visão anda distraída...
A Visão desta semana faz uma bela capa com o Palácio da Pena, mas no dossier Férias com História, em que se dá grande destaque ao itinerário romântico de Sintra - quase um decalque da recente campanha Sintra Capital do Romantismo (como uma revista consagrada se cola à agenda autárquica), afirma-se o seguinte acerca do eléctrico Sintra-Praia das Maçãs: «proporciona uma viagem de 12 km de sexta a domingo, estando os restantes dias reservados a excursões.» Todos os leitores que, fiados no que dizia a Visão, tiverem demandado o eléctrico, terão constatado que este continua a circular apenas até à Ribeira... Há alguma ligeireza na forma como se redigem estes panfletos turísticos à guisa de reportagem, ainda por cima com honras de primeira página. Passou ao lado de uma redacção inteira o pormenor de o eléctrico não chegar à Praia das Maçãs desde Fevereiro de 2008, estando, desde Abril desse ano, reduzido a um percurso de dez... minutos! Desde que o Bolachas fechou que os jornalistas de Lisboa não fazem a mínima do que se passa na Praia!
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10 de julho de 2009
O eléctrico do povo
Hemeroteca
No Domingo Ilustrado de 2 de Outubro de 1927, este registo da Praça da República e do Largo da Rainha D. Amélia, engalanados a preceito, apinhados de saloios e fidalgos (indiferentes à toponímia), por ocasião das festas de Nossa Senhora do Cabo. No canto inferior esquerdo, o eléctrico, avançando alegremente por entre a multidão.
Passaram hoje 105 anos sobre a chegada do primeiro eléctrico à Praia das Maçãs. Entretanto, as obras de recuperação do troço Ribeira - Praia, com arranque anunciado para a semana que findou, parecem estar a desenrolar-se aproveitando escrupulosamente os nevoeiros matinais tão típicos da região, assim poupando os turistas ao choque perante mais um caótico cenário de obras em plena vilegiatura. Os bloguers da região ficam também dispensados de procurar quaisquer vestígios das referidas obras, de tal forma a logística da operação montada tem sido irrepreensível.
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5 de julho de 2009
Um desejo chamado eléctrico
O número 921 da revista Occidente, de 30 de Julho de 1904, trazia este registo da Praia das Maçãs, servida, desde 10 desse mês, pelo eléctrico. Na próxima sexta-feira, comemoram-se 105 anos sobre a chegada do primeiro eléctrico à Praia. No entanto, não é de prever que, nesse dia, se aviste nenhuma composição por aquelas bandas, pois a circulação encontra-se limitada entre a Estefânea e a Ribeira. Em Lisboa, apesar do trânsito e do mau urbanismo, há eléctricos centenários a operar sem notícia destas enigmáticas interrupções. Se a Câmara de Sintra não tem know-how para manter a linha a funcionar, então que faça um protocolo com a Carris. Mesmo em Sintra, o eléctrico manteve-se em serviço, sazonalmente ou a tempo inteiro, entre 1904 e 1975. Inclusivamente, como se sabe, de 1930 a 1955, o eléctrico operava entre a Vila e as Azenhas, na extensão aproximada de quinze quilómetros! Porquê agora este rol de complicações?
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21 de junho de 2009
Escrito na areia
CAPRICHOS PARA ELA
Canto a cálida calma do teu corpo,
Deitado na praia;
A fina brisa que te ondula a saia,
O sol que queima a tua pele!
Canto o sabor a mel
Dos teus ingénuos beijos de petiza;
O instintivo gesto de compor
A alça da camisa,
E o jogo que é para mim
Adivinhar-lhe a cor.
— Fim.
Carlos Queiroz, Presença, nº. 44.
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O nadador olímpico e o amendoim
Em dia de solstício de Verão, uma ida à Praia das Maçãs de outrora — e, de certa maneira, ainda de hoje, mau grado alguma decadência que não deixa de lhe dar um certo charme — pela mão de Lobo Antunes. Escolhi esta crónica porque, de todas as que Lobo Antunes dedicou à Praia das Maçãs, é aquela em que, a meu ver, melhor perpassa certa melancolia delico-doce do Verão que tão bem surpreendemos ao ouvir Ella intrepretar Summertime ou nuns Sinais de Fogo, de Jorge de Sena, entre outros clássicos da estação. Fica só um cheirinho.
O nadador olímpico e o amendoim
«Na minha adolescência, quando passava os Verões na Praia das Maçãs o mundo era presidido por duas figuras tutelares, uma que dominava o dia e outrra que dominava a noite. O dia pertença exclusiva do Nadador Olímpico , a noite o reino do Pianista de Boîte.
O Nadador Olímpico usava um panamá na cabeça, um apito ao pescoço e chinelos de borracha, desses que se enfiam entre o dedo grande e o dedo a seguir ao grande do pé excatamente como as criptomegeras de Olivais Sul, e marchva em torno da piscina a passo de brigadeiro dando ordens de crawl aos afogados. Par além disso tinha óculos espelhados, ombros que principiavam a amolecer numa desistência de plasticina e escrevera um livro, à venda no balneário que alugava calções de banho a imitar pele de tigre , de título definitivo e imponente: Saber Nadar É Tão Importante Como Saber Ler Ou Escrever (...)
Quando o crepúsculo chegava o Nadador Olímpico era substituído pelo Pianista de Boîte que enchia a Concha, um paraíso de sombras e luzes veladas sobre as trevas da piscina, de lamentos de paixão em forma de bolero...»
António Lobo Antunes, Livro de Crónicas.
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