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11 de maio de 2012

Bernardo Sassetti (1970 - 2012)


Bernardo da Costa Sassetti Pais


Que dizer? ... Era tetraneto de Victor Domingos Sassetti. Esse mesmo, o do Hotel Victor. A propósito da ascendência italiana, mirando-lhe bem o perfil, lembra-me de repente um Cesário Verde. Também partiu tão novo e, bem vistas as coisas, foi outro grande jazzista.  

"Se eu não morresse nunca e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas."      





30 de abril de 2012

O "ajardinamento da estação de Sintra" (1937)




Concurso de ajardinamento da linha de Sintra, promovido em 1937. Destaque, no terceiro registo, para o elétrico frente à estação.

Propriedade das imagens: Arquivo Nacional da Torre do Tombo

30 de março de 2012

Memórias dos rallyes em sintra


  
  
   1963

   
    1963

    
    1968
    
    
    1982
 
     Créditos: aqui, aqui e aqui.

26 de março de 2012

Ferreira de Castro em Sintra (1968)


Ferreira de Castro fotografado por Eduardo Gageiro em 1968 "num hotel em Sintra, onde vivia uma temporada por ano" (presumo que no Netto, onde o autor d' A Selva era presença habitual.)    

Foto: Público


2 de março de 2012

Shegundo Galarza e Sintra


Pelos anos 50 e 60, Shegundo Galarza era presença habitual em Sintra. Ficaram célebres as tardes dançantes em Seteais, ao som da música ao vivo do maestro. Ilustrativa dessa presença e ligação é também a capa deste disco, em que um dos temas é justamente Passeio em Sintra.     



30 de janeiro de 2012

Sintra e Colares num documentário de 1938




Documentário de Adolfo Coelho sobre o Congresso Internacional do Vinho e da Vinha, em 1938, parcialmente rodado em Colares. Algumas perspectivas de Sintra, Colares e praias.

Fonte: IVVIP

29 de janeiro de 2012

Sintra em ruínas



De Filipe de Fiúza, autor do projeto Sintra em Ruínas, recebi este vídeo de divulgação. Uma iniciativa meritória a seguir de perto aqui.



7 de janeiro de 2012

A Musa em Férias


Praia das Maçãs - 1910.


"As damas do bom-tom
Estorcem-se no mar,
Vestidas lindamente à benoiton,
E uns vadios, de pé sobre os rochedos,
Com largo riso alvar,
Vão sublinhando eróticos segredos..."

                Guerra Junqueiro, A Musa em Férias, 1879.

17 de dezembro de 2011



Casa branca em frente ao mar enorme, 
Com o teu jardim de areia e flocos marinhas 
E o teu silêncio intacto em que dorme 
O milagre das coisas que eram minhas.



A ti eu voltarei após o incerto 
Calor de tantos gestos recebidos 
Passados os tumultos e o deserto 
Beijados os fantasmas, percorridos 
Os murmúrios da terra indefinida.



Em ti renascerei num mundo meu 
E a redenção virá nas tuas linhas 
Onde nenhuma coisa se perdeu 
Do milagre das coisas que eram minhas.



                                    Sophia, Poesia I, 1944.

13 de dezembro de 2011

Um dia bem passado

                                                                 



De vez em quando acontece, um dia bem passado. Um dia que é o contrário da vida, porque desde o primeiro ao último momento acordado, passa-se bem, como antigamente se dizia em Angola e cá. 
Um dia bem passado não pode ser planeado. Mas tem de ser protegido. Um dia bem passado é um dia que se passa quase às escondidas. Parece mais roubado do que um beijo - e tem razão. 
Um dia bem passado, como foi o último dia de Setembro para a minha mulher e para mim, tem de meter pargos, lavagantes, ostras e beijinhos. 
Na Praia das Maçãs, nos boníssimos restaurantes Neptuno e Búzio, as ostras são sumptuosas. Mas não as vendem à dúzia e à meia-dúzia, comme il faut. É ao peso, a granel, como eles as compram. É uma prática que irrita. Mas com toda a delicadeza, claro. Como uma pérola, formada pela irritação de um grão de areia dentro de uma ostra. O peso de uma ostra (a concha mais a carne) nada diz sobre o peso do molusco. Há ostras gordas e suculentas escondidas por conchas minimais e esguias e há ostras minimais e esguias escondidas por conchas gordas e suculentas. 
Num dia bem passado o problema mais grave, o que mais dá que pensar, nunca é uma questão mais pesada do que esta, de saber como se devem apreçar os mariscos. E o maior risco que se corre é de nos calhar uma ostra menos cheiinha. Num dia bem passado acabam por ser todas boas. Fica-se tolinho de tanto contentamento. Um dia quando é mesmo bem passado nem faz pena quando acaba. 

                                                                                                     Miguel Esteves Cardoso, Público , 2/11/11.

20 de novembro de 2011

Os Heróis do Mar na Pena (1982)



Na próxima segunda, 21 de Novembro, é reeditada a discografia completa dos Heróis do Mar. Este videoclip de 1982 foi parcialmente rodado no Palácio da Pena. Muito antes de Sintra Património da Humanidade. Eram realmente uma banda muito à frente.

9 de outubro de 2011

José Gomes Ferreira, Augusto Abelaira e Carlos de Oliveira



José Gomes Ferreira, Augusto Abelaira e Carlos de Oliveira na casa de Albarraque (anos 60/70), projectada por Raul Hestnes Ferreira.

Foto encontrada aqui.

7 de outubro de 2011

Retalhos da vida duma praia



Fernando Namora no Magoito (anos 60).

Foto encontrada aqui.

Quatro artistas em Sintra



Rogério de Freitas, Leão Penedo, Fernando Namora e Vergílio Ferreira em Fontanelas (anos 60).

Extraordinário como, nos arrabaldes de Sintra, nos cruzávamos tantas vezes com gente desta envergadura. 
Impossível não recordar também o José Gomes Ferreira na casa de Albarraque. 
Foto encontrada aqui

5 de setembro de 2011

DOMINGO GORDO NO CASINO EM 1926



Vasculhando no arquivo da Cinemateca Digital, deparei-me com esta "reportagem cinegráfica" de 1926, quanto a mim soberba! Retrata um baile infantil realizado no Domingo Gordo, no velho Casino. Pelo menos uma das crianças identificadas, que não vou aqui nomear, encontra-se ainda entre nós. A realização é do conceituado Artur Costa Macedo.

Visualizar o filme aqui.

Ainda sobre Sintra, no mesmo arquivo, a não perder o documentário Cintra e Seus Arredores, de 1922, com extraordinárias imagens do recentemente recuperado Chalet da Condessa ou do eléctrico em circulação na Volta do Duche, entre outros motivos de interesse. 

17 de julho de 2011

Gloria Swanson




"Nas duas ou três vezes que passou férias na Praia das Maçãs, Gloria Josephine Mae Svenson, ou Gloria Swanson (1899-1983) para os anais do cinema, dispensou as pulseiras e colares Cartier. Quando descia ao areal, vinda de um longo passeio a pé - ou de caleche, em dias agrestes - entre as falésias das Azenhas do Mar e a Praia Pequena, ninguém podia supor que aquela senhora discreta fosse Norma Desmond, a personagem imortal de O Crepúsculo dos Deuses, filme de Billy Wilder (1950) que protagonizara ao lado de William Holden e Erich von Stroheim e lhe devolvera a aura dos tempos da prostituta Sadie Thompson (A Sedução do Pecado, 1928) e da estenógrafa de The Trespasser (1929).Não havia outro lugar no mundo onde a actriz gostasse tanto de veranear, longe das praias postiças da Califórnia e alheada da fastidiosa América. Diz-se que a primeira vinda a Portugal se deveu ao desgosto de ter perdido o Óscar para Judy Holliday. Gloria não perdoou a Hollywood a ingratidão, e desde então as suas aparições rarearam limitando-se a alguns peplum italianos e espectáculos na Broadway. Nos anos 1920, fora a rainha do cinema mudo - entre 1915 e 1927, participou em meia centena de títulos como Male and Female (1919), Zaza (1923) e Madame Sans-Gêne (1925) - e por muda foi tomada entre os sintrenses. Entre os locais não há memória da sua voz cavada, ou sequer do olhar sobranceiro, do nariz afilado e da farta cabeleira. Hoje, ninguém sabe que a Praia das Maçãs era frequentada por uma das derradeiras divas. Gloria caminhava discreta pelas arribas para cá e para lá, ladeada pelo sobrinho, oculta por lenços violeta e óculos negros de grandes aros. Dispensava o social e as abordagens de algum fã mais atento. Não dispensava o blush. À tarde, preferia os toldos e as esplanadas às festas dos nobres da vila. Gostava de amêijoas e de tremoços. Apreciava a humidade e a bruma, o eléctrico, os pescadores empoleirados nas rochas e os berros das gaivotas. Lia Eça, Byron e Rimbaud. Escrevia poemas a lápis de cor que rasgava logo a seguir ou pegava-lhes fogo.Consta que terá passado uma noite inteira de insónia na varanda a contemplar o oceano e a beber moscatel. Gloria chegou a Nova Iorque doente e as praias de Sintra foram as suas últimas férias."

                                      Tiago Salazar, Notícias Sábado, 16/7/11